Natura, gigante da sustentabilidade do Brasil

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Natura, gigante da sustentabilidade do Brasil

O CEO da Natura, João Paulo Ferreira, mostra que é possível unir sucesso, bem-estar social e proteção ambiental.

Por Bruna Cavalcanti

Quem pensa em Natura automaticamente remete a marca à sustentabilidade e ao cuidado com o meio ambiente. É praticamente impossível ao consumidor não fazer essa associação. Isso é fruto de um compromisso antigo da empresa; mas, também de uma renovação que pudesse dar seguimento às práticas que fazem da companhia o que de fato ela realmente é.

Renovação foi, aliás, um dos pilares utilizados por João Paulo Ferreira quando foi convidado, em 2016, para assumir o comando da Natura no cargo de CEO. Para o executivo, não se tratava apenas de uma liderança, mas sim de desenvolver novas ideias e readaptar-se ao que de fato a companhia necessitava naquele momento. “A abertura para o novo é algo sempre necessário. Assim como reinventar outras formas de trabalhar em grupo e executar novas tarefas. Também é preciso sempre inovação”, afirma.

A inovação descrita por Ferreira foi percebida, em diversos momentos, na sua atual gestão à frente da marca. Em 2017, essa questão ganhou aspectos surpreendentes com o anúncio feito pela Natura da compra da marca The Body Shop, que antes pertencia à L ́Oreal. Com a aquisição, a fabricante brasileira passou a ter presença em mais de 70 países, além de mais de 3.200 lojas espalhadas por todo o mundo. Essa transação também deu à Natura a liderança no mercado de beleza e cuidados pessoais no Brasil, ao menos de acordo com a empresa de pesquisas Euromonitor. Dados de 2018, referentes ao ano de 2017, apontam que a Natura alcançou uma participação de 11,7% no mercado, seguida pela Unilever (11,1%) e pelo grupo Boticário (10,8%).

O plano de transformação da The Body Shop seguiu mostrando resultados surpreendentes, tanto do ponto de vista estratégico como financeiro. Isso se deu, principalmente, com o crescimento da sua receita líquida de 11,2% em reais no quarto trimestre e 17,7% ao ano. Nesse mesmo período, as vendas aumentaram 1,7% em moeda constante. A marca continuou mostrando avanço na implementação do seu plano de transformação, com o EBITDA ajustado nesse ano, aumentando em quase 62%, excluindo os custos de transformação esperados.

EMPREENDEDORAS NATURA

Para Ferreira, outro ponto fundamental, e que torna única a Natura, é a relação que ela possui com as quase 2 milhões de revendedoras que possui. Ou, como mesmo afirma Ferreira, com as suas “empreendedoras”. Nesse sentido, é importante afirmar que a interação, que é uma das tendências atuais do mercado de beleza, é utilizada há anos pela Natura. Assim, as consultoras da companhia sempre funcionaram como uma espécie de influenceres que compartilhavam sua visão e opinião sobre os produtos da marca. “Gerimos uma rede social que envolve milhares de pessoas. E sempre fizemos tudo isso de maneira off-line. Vivemos hoje um fenômeno de uma economia em rede e nós já gerimos essa rede. E isso pode ser replicado de maneira digital”, explica Ferreira.

IMPACTO AMBIENTAL E SOCIAL

Em janeiro de 2019, a Natura foi reconhecida como a 15ª empresa mais sustentável do mundo pelo ranking Global 100, que é elaborado pela companhia canadense Corporate Knights. No entanto, o compromisso da empresa com a sustentabilidade é algo bastante antigo. A companhia, que atua em causas como diversidade, empreendedorismo e educação, foi a primeira na América Latina a contabilizar o impacto de seus negócios no meio ambiente. Além disso, desde 2014, a marca faz parte das chamadas B Corp, uma rede de organizações que promove a associação entre o crescimento econômico e o bem-estar social e ambiental.

Resultado da combinação entre Natura, Aesop e The Body Shop, a marca corporativa Natura & Co consolida a criação de um grupo de cosméticos global, multicanal e multimarcas, movido por propósitos. Em 2018, a Natura & Co registrou receita líquida de R$ 13,4 bilhões. As três empresas do grupo estão empenhadas em gerar impactos econômicos, sociais e ambientais positivos. A Natura & Co registrou mais um trimestre de forte crescimento. As vendas consolidadas do quarto trimestre de 2018, em base reportada, tiveram um aumento de 16,1%, atingindo R$ 4,3 bilhões, com forte desempenho em seus três negócios. Em todo o ano de 2018, a receita líquida reportada cresceu 36%, em relação ao ano anterior, para R$ 13,4 bilhões. Além disso, a receita líquida ajustada (que inclui 12 meses da The Body Shop, como se tivesse feito parte da Natura & Co, em todo o ano de 2017) subiu 13,5%. “A Natura & Co encerrou o seu primeiro ano de existência com resultados fortes, comprovando que cada uma de nossas três marcas preserva a sua individualidade, ao mesmo tempo em que se beneficiam de ganhos de escala, recursos, compartilhamento de boas práticas e direcionamento estratégico do grupo”, afirma o presidente-executivo do Conselho de Administração da Natura & Co, Roberto Marques.

O grupo Natura & Co também continuou a ter um impacto social e ambiental positivo. O Sistema de Verificação de Sociobiodiversidade da Natura, uma parceria com a UEBT (União para BioComércio Ético), que promove o comércio justo com as comunidades fornecedoras, recebeu um importante prêmio no trimestre: “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – SDG Brasil”, promovido pelo governo federal brasileiro. A The Body Shop, também, lançou seu programa Re-Wilding the World, um compromisso para proteger mais de 11 milhões de metros quadrados da floresta Wye Valley, na Inglaterra, e o Refúgio de Vida Silvestre do Cáucaso, na Armênia. Essas pontes biológicas contribuem para a proteção dos animais e de seu habitat e ajudam na reprodução de espécies ameaçadas.

2019-06-05T16:47:29+00:00

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