GERENCIAMENTO DE RISCO

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GERENCIAMENTO DE RISCO

Relatório aborda as principais tendências de regulamentação para a indústria de serviços financeiros na região.

O centro Latino-Americano de Estratégia Regulatória da Deloitte acaba de lançar a publicação “Perspectiva Regulatória para América Latina e Caribe 2019”, que foca os desafios e as tendências de regulamentação para a indústria de serviços financeiros na região.

O estudo, que marca a estreia do Centro, oferece informações e análises sobre alguns dos tópicos mais relevantes que pautarão as atividades do setor financeiro nos próximos anos, como as novas regras de proteção de dados e implementação da norma Basileia III e as mudanças que as fintechs trazem ao ambiente de negócios. Esse levantamento destaca, também, a importância da supervisão com base em risco para atender às prioridades regulatórias e demandas competitivas.

O relatório indica que a modernização tecnológica e a adoção de práticas abrangentes de gestão de risco são fundamentais para as organizações acompanharem os movimentos de mercado. Muitas instituições financeiras tentaram corrigir soluções já existentes para auxiliar no combate aos riscos como ameaças cibernéticas, crimes financeiros, proteção de dados, entre outros. Apesar de essa abordagem funcionar, a curto prazo, é necessário reavaliar a estrutura e a cultura de gestão de risco das instituições financeiras para desenvolver um posicionamento mais amplo e estratégico.

Um componente crucial para essa reavaliação é a identificação de novas oportunidades trazidas pela transformação digital na indústria. Ferramentas como inteligência artificial, tecnologia cognitiva e automação de processos robóticos devem ser considerados a hora de transformar modelos de gestão de risco obsoletos e impulsionar benefícios.

NOVAS DEMANDAS

Depois de mais de dez anos, a longa sombra lançada pela crise financeira começou a se dissipar. Com exceção de um componente final do Basileia III, a maioria das políticas cautelares pós-crise já foi decidida. Além disso, os bancos, em particular, estão muito mais capitalizados e com mais líquidos do que antes da recessão. Em meio a variadas abordagens e crono- gramas para a implementação nacional das reformas prudenciais acordadas, a atenção agora está voltada à cultura e à governança, bem como aos desafios das novas tecnologias e aos riscos emergentes econômicos, de mercado e operacionais.

As empresas precisam estar preparadas para responder a essa mudança de foco e às novas demandas sobre elas. O afrouxamento monetário e as baixas taxas estão lentamente dando lugar à “normalização” da taxa de juros, embora elas devam se estabelecer em níveis significativamente abaixo das normas históricas. Os EUA lideraram o caminho, com uma série de aumentos de juros, e o Federal Reserve começou a encolher seu balanço patrimonial. O Banco da Inglaterra já começou a elevar os juros e o Banco Central Europeu está pondo fim à expansão de seu balanço. Na Austrália, as taxas de juros permanecem congeladas, mas devem começar a subir. Nesse sentido, o Japão é a maior exceção a essa tendên- cia, com índices que devem permanecer baixos em um futuro próximo.

Dado o número de ventos contrários à economia global (por exemplo, altos níveis de endividamento, risco geopolítico elevado e protecionismo comercial), o ritmo de qualquer aumento dos juros provavelmente será mais lento. Taxas mais altas trazem vantagens em termos líquidos para algumas empresas. Ou seja: os bancos podem ter margens de juros líquidas mais altas e as seguradoras podem se beneficiar do aumento da rentabilidade dos ativos. No entanto, a normalização das taxas também propicia quedas em valores de alguns ativos e uma crescente inadimplência de crédito, além de revelar fraquezas estruturais tanto na economia global quanto nas empresas individuais. Não está claro qual será o efeito geral desses fatores opostos, especialmente para empresas e setores.

UM AMBIENTE ECONÔMICO INCERTO

Enquanto isso, um período de política monetária acomodatícia contribuiu para o aumento da dívida, com um endivida- mento global atual de US$ 247 trilhões, um número significativamente maior do que o apresentado durante o pico pré-crise. Na opinião de muitos comentaristas, isso representa uma vulnerabilidade sistêmica chave.

Taxas baixas também contribuíram para uma busca sustentada por rendimento, o que pode ter levado muitos credores e investidores a reduzirem a curva de qualidade de crédito. Além disso, requisitos de capital, comparativamente mais altos para os bancos, abriram caminho para um aumento nos empréstimos não-bancários, o que significa que a exposição aos mer- cados de crédito agora se estende a uma variedade muito maior de empresas.

2019-11-22T15:05:57+00:00

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