//MSC Brasil, comando em águas tranquilas

MSC Brasil, comando em águas tranquilas

Elber Alves Justo, presidente da MSC Brasil, solidifica uma trajetória marcada por desafios, estratégia e dedicação.

Por Bruna Cavalcanti

Elber Alves Justo vem de uma larga trajetória de sucesso no setor portuário. Com 18 anos, trabalhou como visitador de navios no Porto de Santos, São Paulo, onde deu início a uma trajetória que o levaria a trabalhar em uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo. Foi assim que, em 1997, aos 22 anos, entrou para a MSC Brasil, uma agência da MSC Mediterranean Shipping Company, cuja sede global está em Genebra. Desde então, passou por diversos setores da empresa. Atuou como assistente de operações, planejamento de navios, gerente de faltas e avarias, gerente de operações e gerente comercial, até chegar, em 2008, à presidência da MSC Brasil.

Como diretor-presidente da MSC, Justo implementou uma série de estratégias que foram marcadas por acertos e oportunidades. “O primeiro grande desafio foi o de consolidar a marca MSC no Brasil, como líder no transporte em longa distância, e introduzir uma visão diferenciada com foco no serviço ao cliente. O segundo foi o de desenvolver atividades de integração e logística, identificando os clientes e suas necessidades nesta área”, explica Justo. Além disso, uma das grandes metas do executivo era a de investir em programas de responsabilidade social e de recursos humanos dentro da companhia. “Estamos empenhados em ajudar no avanço de carreira de nossas equipes de acordo com os seus próprios objetivos e aspirações. Nesse sentido, nosso maior objetivo é desenvolver talentos e encontrar os líderes do futuro para a empresa”, afirma o executivo.

Durante a presidência de Justo, a MSC contou com a parceria da TIL, marca de investimentos em terminais portuários da MSC e uma das maiores operadoras de terminais de contêineres do mundo. Atuando em Santos, Navegantes e Rio de Janeiro, juntos, essa sinergia possibilita mais segurança em todo processo portuário. A forte parceria impulsionou uma estratégia marcada pelo desenvolvimento de novos serviços, além da garantia de um atendimento mais eficiente. “A associação da MSC com a TiL nos permite um maior controle sobre todo o processo do porto, possibilitando um serviço melhor e mais seguro junto aos nossos clientes”, explica Justo.

SUPRIMENTOS, LOGÍSTICA E TECNOLOGIA

Outro ponto estratégico para Justo foi o de consolidar a cadeia de suprimentos e logística da companhia. Nesse sentido, o executivo contou com a credibilidade da marca, somada a determinados investimentos que, sob sua gestão, acabaram por reposicionar a empresa no setor portuário. “Os serviços de logística são um ponto chave para o nosso negócio. Por isso, temos investido em operações intermodais como uma forma de proporcionar mais oportunidades de negócios aos nossos clientes”, explica.

Para Justo, a cadeia de suprimentos está minimamente alinhada com a grande oferta de soluções tecnológicas que têm sido desenvolvidas pela companhia nos últimos anos. Nesse sentido, a MSC tem avançado em relação ao tema da digitalização, que ganha um destaque cada vez maior dentro do setor portuário, principalmente, com o uso de contêineres inteligentes, que aproveitam o potencial da “Internet das Coisas” para tornar mais fácil o rastreamento e o monitoramento de contêineres. “Aqui no Brasil, contamos com depósitos próprios. Tudo está atrelado à logística e, por isso mesmo, a questão da tecnologia é algo fundamental para nós”, admite o executivo.

A MSC também tem investido em logística terrestre e fluvial por meio da MEDLOG, outra empresa na divisão de cargas do Grupo MSC, aliando as suas operações por meio dos chamados ‘portos secos’, que são pontos projetados para acelerar a entrega de cargas em cidades que sofrem com alto níveis de congestionamento. Neste caso, a carga de clientes da empresa é transportada até os portos secos para a coleta, evitando assim horas de espera desnecessária, além de proporcionar um serviço mais rápido e flexível. A companhia também opera uma rede global de depósitos para contêineres, que são projetados para fornecer diversos serviços como armazenamento, manutenção, estufagem e desova de mercadorias. Isso proporciona aos clientes um maior grau de flexibilidade e controle sobre as suas redes de distribuição.

BUSINESS AS USUAL

A MSC vem de um crescimento orgânico, já que como grupo cresceu da operação de um único navio, até chegar ao nível de uma empresa global. Por isso mesmo, para Justo, um dos pontos fortes da companhia, que a distingue dos seus competidores, está no modelo estratégico de negócios que tem sido desenvolvido há anos. “Temos uma filosofia na empresa que está bastante voltada ao conceito de família. Isso acaba interferindo na forma como lidamos com as nossas operações, principalmente, em relação à nossa maneira de trabalharmos como equipe. Nesse sentido, funcionamos muito bem”, destaca.

Mesmo depois de se tornar uma das maiores líderes do mercado, a companhia manteve uma tradição que promove essa cultura de empresa-família. “Nossa missão é clara e estável. Além de termos uma relação muito forte, estratégica e de confiança com os nossos parceiros, somos guiados por pessoas e não por um sistema”, explica Justo, que acredita ainda que isso seja uma das maiores razões do sucesso da MSC Brasil.

Mantendo-se fiel às suas raízes e princípios familiares, que geram o seu modelo de negócios, a MSC está empenhada, entre outras coisas, em promover um modelo de negócio sustentável que vai muito além de uma abordagem “business as usual”. Nesse sentido, o forte comprometimento da companhia e a abordagem com foco nas pessoas, que formam parte da empresa, tem contribuído para um crescimento bastante inclusivo.

By |2019-06-06T15:39:54+00:00June 6th, 2019|ENTREVISTAS|0 Comments

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